MANAUS (AM) – A morte de capitão da FAB na Lagoa do Japiim expõe demora no socorro e reacende debate sobre infraestrutura em um dos principais espaços de lazer e prática esportiva da zona sul de Manaus. O militar Adeilson José de Lima, de 53 anos, passou mal durante uma corrida por volta das 18h de segunda-feira (22) e não resistiu.
Segundo testemunhas, o capitão da Força Aérea Brasileira (FAB) realizava sua rotina de exercícios físicos na pista de caminhada da Lagoa do Japiim quando sofreu um mal-estar repentino e caiu. Frequentadores que estavam próximos iniciaram imediatamente manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) enquanto aguardavam a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
O incidente ocorreu justamente em um dos horários de maior fluxo de veículos em Manaus. Pessoas que acompanharam o atendimento relataram que a equipe de socorro levou aproximadamente 40 minutos para chegar ao local. Durante esse período, frequentadores do parque se revezaram nas tentativas de reanimação do militar, numa corrida contra o tempo para mantê-lo vivo até a chegada do suporte médico especializado.
Quando a equipe do Samu chegou ao parque, Adeilson já não apresentava sinais vitais. O óbito foi constatado ainda no local.
Frequentador assíduo da Lagoa do Japiim
Conhecido entre os praticantes de atividades físicas que frequentam a Lagoa do Japiim, Adeilson José de Lima mantinha uma rotina regular de exercícios e era visto com frequência no espaço público.
A suspeita inicial é de que o militar tenha sofrido um infarto durante a atividade física. No entanto, a causa da morte será confirmada somente após a conclusão do laudo do Instituto Médico Legal (IML), responsável pela remoção do corpo.
Caso reacende discussões sobre acesso e atendimento emergencial
A fatalidade reacendeu questionamentos sobre as condições de acesso à Lagoa do Japiim e a capacidade de resposta dos serviços de emergência em horários de pico na capital amazonense.
O tema já havia sido discutido anteriormente em uma edição do Balaio Podcast, realizada pelo Portal Curupira diretamente na Lagoa do Japiim. Na ocasião, moradores, esportistas e frequentadores denunciaram problemas relacionados à infraestrutura do espaço, à mobilidade urbana e à redução de áreas destinadas ao lazer.
Entre as reclamações apresentadas estavam a ocupação de setores da área por estruturas administrativas ligadas à Prefeitura de Manaus, a falta de investimentos em melhorias para os usuários e as dificuldades de acesso ao local, especialmente nos horários de maior movimentação.
Embora não exista qualquer evidência de relação direta entre essas questões e a morte do militar, o episódio trouxe novamente à pauta a necessidade de discutir a infraestrutura do parque, os acessos para veículos de emergência e o tempo de resposta em ocorrências médicas graves.

Comoção entre amigos e colegas
A morte de Adeilson José de Lima causou grande comoção entre familiares, amigos, colegas da Força Aérea Brasileira e frequentadores da Lagoa do Japiim.
Nas redes sociais, diversas homenagens destacaram sua dedicação à carreira militar, sua disciplina e o incentivo constante à prática de atividades físicas.
O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades, enquanto o laudo pericial deverá esclarecer oficialmente a causa da morte.

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