Mais de 2,6 mil famílias do Amazonas foram notificadas a devolver valores recebidos indevidamente do auxílio emergencial. A devolução pode ser parcelada, e algumas famílias estão isentas da cobrança.

Amazonas: mais de 2 mil famílias são intimadas a devolver auxílio emergencial

No Amazonas, mais de 2.600 famílias foram notificadas para restituir valores recebidos de forma indevida do auxílio emergencial concedido durante a pandemia. A iniciativa faz parte de uma operação nacional que visa recuperar recursos aos cofres públicos.

Em âmbito nacional, já foram notificadas cerca de 177 mil famílias, com expectativa de reaver R$ 478,8 milhões. No estado amazonense, o montante exigido soma aproximadamente R$ 6,7 milhões.

Motivos da notificação

As cobranças estão sendo direcionadas a beneficiários que não atenderam aos critérios do programa, por exemplo:

  • exercer vínculo de trabalho formal,
  • já serem beneficiários da previdência ou outros benefícios incompatíveis,
  • ter renda acima dos limites estipulados para o auxílio.

As notificações têm sido enviadas desde março por meio de SMS, e-mail, WhatsApp e também pelo aplicativo “Notifica”.

Quem está isento e como proceder

Segundo o governo, beneficiários do Bolsa Família, inscritos no Cadastro Único ou famílias que receberam valores menores do que R$ 1.800 estão entre aqueles que estão isentos de devolução.

Para efetuar a restituição, quem foi notificado pode usar PIX, cartão de crédito ou boleto, inclusive com parcelamento em até 60 vezes, sem juros, e com parcela mínima de R$ 50.

Se o prazo de 60 dias for ultrapassado sem pagamento ou recurso, o nome poderá ser inscrito na Dívida Ativa da União e no Cadin, além de haver restrições de crédito. Mas ainda é possível contestar a exigência via plataforma oficial.

Considerações e repercussão

Essa medida evidencia dois desafios importantes: por um lado, a necessidade do Estado recuperar valores eventualmente pagos indevidamente; por outro, o risco de penalizar pessoas que talvez tenham recebido o auxílio com erros no cruzamento de dados ou falhas no sistema.

Em meio à crise econômica persistente, muitas famílias dependem desses recursos para sustento diário. Assim, o processo de cobrança precisa ser acompanhado por transparência e atenção aos casos específicos — para evitar que aqueles que realmente precisavam sejam prejudicados.


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