O Fórum Nacional da Indústria (FNI) apresentou uma proposta para instituir uma taxa de 15% sobre as apostas online, com o objetivo de reverter o valor arrecadado para áreas essenciais como saúde e educação. Segundo os idealizadores, a medida busca garantir novas fontes de financiamento para serviços públicos e reduzir a dependência orçamentária da União.

No entanto, a proposta tem gerado fortes críticas de economistas e gestores públicos, que enxergam na ideia mais um paliativo do que uma solução estrutural. Especialistas argumentam que aumentar impostos não elimina os problemas de má gestão, desperdício e corrupção, que drenam os cofres públicos e comprometem a eficiência dos investimentos.

Nos últimos anos, o Brasil já testemunhou a criação de diversas taxas e contribuições “com finalidades sociais”, mas muitas não cumpriram o destino prometido. O histórico de desvio de recursos do Fundef, da saúde e até de fundos ambientais reforça o ceticismo.
Para analistas, a solução não está em “taxar mais”, mas em melhorar a governança, fiscalizar o gasto público e combater a corrupção sistêmica. Enquanto isso, o contribuinte — e agora também o apostador — segue pagando a conta da ineficiência.

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