Ex-vereador de Manacapuru preso na CPMI do INSS expõe suspeitas de fraudes no seguro-defeso no Amazonas

Ex-vereador de Manacapuru preso na CPMI do INSS expõe suspeitas de fraudes no seguro-defeso no Amazonas

A prisão do ex-vereador de Manacapuru na CPMI do INSS trouxe à tona novas suspeitas envolvendo fraudes no seguro-defeso no Amazonas, ampliando o alcance das investigações que já miravam irregularidades em benefícios sociais. Jucimar Fonseca, ex-vereador do município e servidor de carreira do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), foi detido em flagrante na madrugada de 2 para 3 de dezembro de 2025, em Brasília, após prestar quase nove horas de depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito.

Jucimar Fonseca, que ocupou o cargo de coordenador-geral de Pagamentos e Benefícios do INSS, foi preso por determinação do presidente da CPMI, senador Carlos Viana, após contradições consideradas graves pela comissão. A suspeita de falso testemunho e omissão de informações relevantes levou à detenção imediata, provocando forte repercussão política, especialmente porque o caso acontece em um momento de ampliação das investigações sobre desvios e manipulações de benefícios federais.

Após ser conduzido pela Polícia Legislativa, o ex-vereador foi liberado mediante pagamento de fiança, mas continuará respondendo pelo crime de falso testemunho. O Supremo Tribunal Federal (STF) será formalmente comunicado, conforme determina o rito em casos de prisão em comissão parlamentar.

Paralelamente à CPMI, novas frentes de investigação vêm se concentrando no seguro-defeso de pescadores artesanais, que se tornou alvo de denúncias graves no Norte do país. Relatórios preliminares de órgãos de controle apontam a existência de “pescadores fantasmas”, cadastros inflados e a atuação de intermediários que cadastrariam indivíduos não habilitados para receber o benefício, retendo parte dos valores pagos pelo governo.

No Amazonas, autoridades apontam possíveis irregularidades em colônias de pescadores de cidades como Manacapuru e Iranduba, onde o número de beneficiários seria desproporcional ao de pescadores em atividade. Esses indícios reforçam a percepção de que o problema pode ser sistêmico, envolvendo desde falhas na habilitação de beneficiários até possíveis articulações entre associações e agentes públicos.

Embora a prisão de Jucimar Fonseca esteja diretamente ligada às fraudes em descontos irregulares aplicados a aposentados e pensionistas — tema central da CPMI —, as investigações paralelas sobre o seguro-defeso ampliam o cenário de suspeitas na região e podem, futuramente, cruzar informações com a comissão parlamentar.

PALAVRAS-CHAVE:

prisão na CPMI do INSS, Jucimar Fonseca, Manacapuru, fraude no INSS, seguro-defeso, pescadores artesanais, Amazonas, corrupção, investigação federal, falso testemunho

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