Um retrato contraditório da maior floresta tropical do mundo
A Amazônia Legal vive um paradoxo climático que desafia comunidades, governos e cientistas. Enquanto cidades estão em alerta da Defesa Civil por causa de alagações e inundações decorrentes das fortes chuvas, outras sofrem com estiagem severa e níveis historicamente baixos de rios. A extensão territorial da região — que abrange nove estados e cerca de 60% do território brasileiro — faz com que fenômenos opostos aconteçam ao mesmo tempo.
Órgãos como INPE, CEMADEN, SIPAM, SGB e as Defesas Civis estaduais monitoram diariamente as condições, que afetam transporte, abastecimento de água, saúde, educação e a vida de milhões de ribeirinhos.

🌊 Municípios em emergência por cheias
- Amazonas: 40 municípios estão em situação de emergência por cheia e outros 18 em alerta, afetando mais de 533 mil pessoas.
- Manaus (AM): O Rio Negro atingiu 29,02 metros, nível crítico de inundação, com bairros alagados e escolas adaptando suas aulas.
- Barreirinha e Carauari (AM): Situação de emergência reconhecida pelo Governo Federal devido ao transbordo de rios da Bacia Amazônica.
☀️ Municípios sob seca severa
- Em 2024, mais da metade dos municípios da Amazônia Legal (459 de 772) enfrentaram algum grau de seca durante o ano.
- Amazonas (interior): Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro, Codajás, Maraã e Guajará sofreram estiagens extremas, com rios transformados em bancos de areia.
- Feijó (AC): Variações de seca moderada a extrema ao longo de meses seguidos em 2024, com impactos no transporte e no abastecimento de comunidades.
📊 Impactos registrados
- Desde 1995, 64% dos desastres naturais na Amazônia Legal foram hidrológicos (inundações, alagamentos e enxurradas).
- Em 2023, a seca levou o Rio Negro, em Manaus, a registrar 13,5 metros, uma das menores marcas da história.
- Na educação pública, desastres climáticos já afetaram 7.853 escolas entre 1991 e 2024, causando R$ 1,6 bilhão em prejuízos.
🚨 O que esperar?
Com as mudanças climáticas globais, os extremos tendem a se intensificar: secas mais prolongadas em algumas áreas e enchentes mais destrutivas em outras. O paradoxo climático da Amazônia Legal é um alerta de que a região precisa de políticas públicas robustas de prevenção, monitoramento e adaptação.
Incidentes de chuva de gelo surpreendem moradores da Amazônia
Além dos contrastes entre cheias e secas, fenômenos atípicos também vêm chamando atenção. Em algumas localidades da Amazônia Legal foram registradas recentemente chuvas de granizo, um evento meteorológico incomum para a região. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e o CEMADEN, essas ocorrências estão associadas à combinação de altas temperaturas com fortes instabilidades atmosféricas.
Em municípios do Amazonas, Pará e Rondônia, moradores relataram danos em telhados, quebra de vidros e perdas pontuais em plantações. Embora os episódios tenham sido de curta duração, eles evidenciam a intensificação de extremos climáticos na região e levantam preocupações sobre a preparação das comunidades para lidar com tais situações inesperadas.

Fique atento e compartilhe informação
Diante desse cenário de extremos climáticos – cheias, secas e até chuvas de granizo – é fundamental que a população esteja sempre informada. A Defesa Civil disponibiliza sistemas de alerta gratuitos por SMS e aplicativos oficiais que notificam sobre riscos iminentes em cada localidade. Basta se cadastrar enviando um SMS com o CEP da sua residência para o número 40199 ou consultar os canais digitais do órgão em seu estado.
Manter-se atualizado pode salvar vidas, proteger famílias e reduzir danos materiais.
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